sábado, 13 de junho de 2009

A escola de antigamente


O risadinha

Paulo Mendes Campos

Seria melhor dizer que ele não teve infãncia. Mas não é verdade. Eu o conheci menino, trepando às árvores, armando alçapão para canários-da-terra. bodoqueando as rolinhas, rolando pneu velho pelas ruas, pegando traseira de bonde, chamando o professor Asdrúbal de Jaburu. Foi este último um dos mais divertidos e perigosos brinquedos da nossa infãncia: o velho corria atrás da gente brandindo a bengala, seus bastos bigodes amarelos fremindo sob as ventas vulcânicas.
Nestor, em suma, teve a meninice normal de um filho de funcionário público em nosso tempo, tempo incerto, pois os recursos da Fazenda na província eram magros, e os pagamentos se atrasavam, enervando a população.
Seus companheiros talvez nem soubessem que se chamava Nestor; era para todos o Risadinha. Falava pouco e ria muito, um riso de fato diminutivo, nascido de reservados solilóquios, quase sempre extemporãneo. certa feita, na aula de francês, quando entoávamos em coro o presente do verboaller s'en , Risadinha pespegou uma bólide de papel bem na ponta do nariz do professor, que era muito branco,pedante a capricho e tinha o nome de Demóstenes. O rosto do mestre passou do pálido ao rubro das suas tremendas cóleras. Um dos seus prazeres, sendo vetado por lei castigar-nos com o bastão, era desfiar em cima do culpado uma série de insultos preciosos, que ele ia escandindo um por um, sem pressa e com ódio.
- Levante-se, seu Nestor! Sa-cri-pan-ta! Ne-gli-gen-te! Si-co-fan-ta! Tu-nan-te! Man-dri-ão! Ca-la-cei=ro! Pan-di-lha! Bil-tre! Tram-po-li-nei-ro! Bar-gan-te! Es-trói-na! Val-de-vi-nos! Va-gabun-do!...
Pegando a deixa da única palavra inteligível, Risadinha erguia o dedo no ar e protestava, com ar ofendido:
- Vagabindo, não, professor.
Era um artista na arte do cinismo, e sua momice de inocência era de tal arte que até mesmo seu Demóstenes não conseguia conter o riso. Como também somente ele já arrancara uma gargalhada do padre-prefeito, um alemão da altura da catedral de Colõnia, num dia em que vinha caminhando lento e distraído, fora da forma.
- Por que o senhorr não está na forma? - perguntou-lhe rosnando o padre, como se estivesse de promotor da Inquisição, diante de um herege horipilante.
- È porque estou com meu pezinho machucado, respondeu com doçura o Risadinha.
- E porque o senhorr não está mancando?
Risadinha olhou com espanto para os seus próprios pés, começando a mancar vistosamente:
- Desculpe, seu padre, é porque eu tinha esquecido.

domingo, 7 de junho de 2009

Geada em Curitiba









terça-feira, 2 de junho de 2009

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Agradecimento


Agradeço aos amigos do DIHtt que colaboraram assinando a lista para a cassação do deputado que causou duas mortes brutais. Antes de ser cassado ele renunciou.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Os 30 livros mais baixados no blog Ebook


LISTA COMPLETA DOS 30 LIVROS MAIS BAIXADOS:


1. Não Discuta a Relação - Patricia Love e Steven Stosny
2. Moderna Gramática Portuguesa - Evanildo Bechara
3. Desvendando os Segredos da Linguagem Corporal - Allan e Barbara Pease
4. Direito Constitucional - Alexandre de Moraes
5. Elementos da eletrônica digital - Gabriel Capuano e Ivan Valeije Idoet
6. Anjos e Demonios - Dan Brown
7. Como fazer amigos e influenciar pessoas - Dale Carnegie
8. Moderna Gramática Portuguesa - Evanildo Bechara
9. O Pequeno Príncipe - Antoine De Saint-exupery
10. O Hospedeiro - Stephenie Meyer
11. Cursos - Matemática Financeira
12. O Vendedor de Sonhos - Augusto Cury
13. Bíblia da Sedução - Alex Hilgert
14. Violetas na Janela - Vera Lúcia & Marinzeck de Carvalho
15. O Corpo Fala - Pierre Weil, Roland Tompakow
16. Eram os Deuses Astronautas ? -Erich Von Daniken
17. Pai Rico, Pai Pobre
18. Vivendo com Propósitos - Ed Rene Kivitz
19. Cursos -Teste sua Inteligência
20. Nunca Mais Seja Enganado: Psicologia da Mentira - David J. Lieberman
21. Novo Kama Sutra Ilustrado - Alicia Gallotti
22. Cursos - Memorização em MP3
23. Cursos - Adestramento Inteligente
24. Minha Luta - Adolf Hitler
25. A Cabana - William P. Young
26. O Código da Vinci - Dan Brown
27. Os Segredos da Mente Milionária - T. Harv Eker
28. Cursos - Dicas de como jogar bem xadrez.
29. Riqueza das Nações - Adam Smith
30. Cachorros Encrenqueiros se Divertem Mais - John Grogan
Download em:
http://www.reidoebook.com/

quinta-feira, 21 de maio de 2009

O lendário Rei Arthur

Rei Artur (em inglês King Arthur) é uma figura lendária da história inglesa que, de acordo com histórias medievais e romances, teria comandado a defesa britânica contra os invasores saxões chegados à Grã-Bretanha no início do século VI. Os detalhes da história de Artur são compostos principalmente pelo folclore e pela literatura, e sua existência histórica é debatida e contestada por historiadores modernos. A escassez de antecedentes históricos de Artur é retratada por diversas fontes.

O lendário Artur cresce como uma figura de interesse internacional em grande parte pela popularidade do livro de Geoffrey de Monmouth, Historia Regum Britanniae ("História dos reis britânicos"). Porém, alguns contos de Gales e da Bretanha e poemas relativos a história do rei Artur foram feitos antes deste livro; nestas obras Artur aparece como um grande guerreiro que defende a Grã Bretanha dos homens e inimigos sobrenaturais, ou como uma figura fascinante do folclore, às vezes associada com o Outro Mundo, Annwn. Quanto o livro de Geoffrey de Monmouth foi adaptado dessas obras,ou inventado por ele mesmo, é desconhecido.


Veja o vídeo.


Embora os temas, acontecimentos e personagens da lenda de Artur variem de texto para texto e não exista uma versão totalmente comprovada, a versão de Geoffrey sobre os eventos é frequentemente usada como ponto inicial das histórias posteriores. Geoffrey descrevia Artur como um rei britânico que venceu os saxões e estabeleceu um império composto pela Grã-Bretanha, Irlanda, Islândia, Noruega e Gales. Na realidade, muitos elementos e acontecimentos que agora fazem parte da história de Artur apareceram no livro de Geoffrey, incluindo Uther Pendragon, pai de Arthur, o mago Merlim, a espada Excalibur, o nascimento de Artur em Tintagel, sua batalha final em Camlann contra Mordred em Camelot e o fim de Avalon. Chrétien de Troyes, escritor francês do século XII que adicionou Lancelote e o Santo Graal à história, iniciou o gênero de romance arturiano que se tornou uma importante vertente da literatura medieval. Nestas histórias francesas, a narrativa foca frequentemente em troca do rei Artur para outros personagens, como os Cavaleiros da Távola Redonda.
A literatura arturiana teve sucesso durante a Idade Média mas diminuiu nos séculos que se seguiram até ter um ressurgimento significativo no século XIX. No século XXI, as lendas continuam vivas, tanto na literatura como em adaptações para teatro, cinema, televisão, revista em quadrinhos e outras mídias.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Santa Catarina. Conheces?

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Ronaldo campeão 2009 - sem mudança do Hábito (I Will Follow Ronaldo)

Uma forma engraçada de homenagear Ronaldo, o fenômeno.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

[HD] Sing-along

A música une as pessoas!

Cartoons clássicos









sexta-feira, 8 de maio de 2009

As aparências enganam


As aparências enganam...

Já aconteceu de você se sentir meio culpado, ao olhar as pessoas de sua idade e de pensar "não posso estar assim tão velho!? Então, acho você vai gostar desta:

Eu estava sentado na sala de espera para a minha primeira consulta com uma nova dentista, quando observei o seu diploma dependurado na parede.
Estava escrito seu nome e, de repente, me recordei de uma bela morena alta, que tinha esse mesmo nome.
Era da minha classe do colegial, uns 40 anos atrás, e eu me perguntava: poderia ser a mesma gata por quem eu tinha me apaixonado na época?
Quando entrei na sala de atendimento, imediatamente afastei esse pensamento do meu espírito.
Esta senhora grisalha, o rosto marcado, profundamente enrugado, era demasiadamente velha pra ter sido a minha grande paixão secreta...
Quê que é isso!?
Depois que ela examinou meus dentes, perguntei-lhe se ela tinha estudado no Colégio Edmond Rostand.
- Sim, respondeu-me.
- Quando se formou?, continuei perguntando.
- Em 1959... Por que a pergunta?, disse ela.
- Hum... Bem... você era da minha classe, exclamei.
E então, essa coroa horrível, enrugada, cretina, filha de uma puta, saiu-se com essa pergunta:
- O senhor era professor de quê?

Circulando na interenet

terça-feira, 5 de maio de 2009

Campanha: troque um parlamentar corrupto por 344 professores

Pessoal,
Recebi esse e-mail e dou o meu total apoio.
Nem vale a pena saber o autor. Para esse tema temos autores em toda a nossa volta.
É o nosso Brasil.
É a famosa inversão de valores.



TROQUE UM PARLAMENTAR CORRUPTO
POR 344 PROFESSORES

Prezado amigo!

Sou professor de Física, de ensino médio de uma escola pública em uma cidade do interior da Bahia e gostaria de expor a você o meu salário bruto mensal: R$650,00

Eu fico com vergonha até de dizer, mas meu salário é R$650,00. Isso mesmo! E olha que eu ganho mais que outros colegas de profissão que não possuem um curso superior como eu e recebem minguados R$440,00. Será que alguém acha que, com um salário assim, a rede de ensino poderá contar com professores competentes e dispostos a ensinar?

Não querendo generalizar, pois ainda existem bons professores lecionando, atualmente a regra é essa: O professor faz de conta que dá aula, o aluno faz de conta que aprende, o Governo faz de conta que paga e a escola aprova o aluno mal preparado. Incrível, mas é a pura verdade! Sinceramente, eu leciono porque sou um idealista e atualmente vejo a profissão como um trabalho social. Mas nessa semana, o soco que tomei na boca do estomago do meu idealismo foi duro!
Descobri que um parlamentar brasileiro custa para o país R$10,2 milhões por ano. São os parlamentares mais caros do mundo. O minuto trabalhado aqui custa ao contribuinte R$11.545.

Na Itália, são gastos com parlamentares R$3,9 milhões, na França, pouco mais de R$2,8 milhões, na Espanha, cada parlamentar custa por ano R$850 mil e na vizinha, Argentina, R$1,3 milhões.
Trocando em miúdos, um parlamentar custa ao país, por baixo, 688 professores com curso superior !
Diante dos fatos, gostaria muito, amigo, que você divulgasse minha campanha, na qual o lema será:

"TROQUE UM PARLAMENTAR POR 344 PROFESSORES".

COMO VOCE VAI VOTAR DEPOIS DE LER ESTA MATÉRIA??

REPASSEM, EU JÁ ADERI À CAMPANHA!

Obrigado !!

domingo, 26 de abril de 2009

Em nome de Deus?

sábado, 25 de abril de 2009

Maneiras de escrever e um lindo texto

FITA VERDE NO CABELO
(Nova velha estória)


Havia uma aldeia em algum lugar, nem maior nem menor, com velhos e velhas que velhavam, homens e mulheres que esperavam, e meninos e meninas que nasciam e cresciam. Todos com juízo, suficientemente, menos uma meninazinha, a que por enquanto. Aquela, um dia, saiu de lá, com uma fita verde inventada no cabelo.
Sua mãe mandara-a, com um cesto e um pote, à avó, que a amava, a uma outra e quase igualzinha aldeia. Fita-Verde partiu, sobre logo, ela a linda, tudo era uma vez. O pote continha um doce em calda, e o cesto estava vazio, que para buscar framboesas.
Daí, que, indo, no atravessar o bosque, viu só os lenhadores, que por lá lenhavam; mas o lobo nenhum, desconhecido nem peludo. Pois os lenhadores tinham exterminado o lobo. Então, ela, mesma, era quem se dizia: - “Vou à vovó, com cesto e pote, e a fita verde no cabelo, o tanto que a mamãe me mandou”. A aldeia e a casa esperando-a acolá, depois daquele moinho, que a gente pensa que vê, e das horas, que a gente não vê que não são.
E ela mesma resolveu escolher tomar este caminho de cá, louco e longo, e não o outro, encurtoso. Saiu, atrás de suas asas ligeiras, sua sombra também vindo-lhe correndo, em pós. Divertia-se com ver as avelãs do chão não voarem, com inalcançar essas borboletas nunca em buquê nem em botão, e com ignorar se cada uma em seu lugar as plebeiínhas flores, princesinhas e incomuns, quando a gente tanto por elas passa. Vinha sobejadamente.
Demorou, para dar com a avó em casa, que assim lhe respondeu, quando ela, toque, toque, bateu:
_ “Quem é?”
_ “Sou eu...” – e Fita-Verde descansou a voz. – “Sou sua linda netinha, com cesto e pote, com a fita verde no cabelo, que a mamãe me mandou.”
Vai, a avó, difícil, disse: - “Puxa o ferrolho de pau da porta, entra e abre. Deus te abençoe.”
Fita-Verde assim fez, e entrou e olhou.
A avó estava na cama, rebuçada e só. Devia, para falar agagado e fraco e rouco, assim, de ter apanhado um ruim defluxo. Dizendo: - “Depõe o pote e o cesto na arca, e vem para perto de mim, enquanto é tempo.”
Mas agora Fita-Verde se espantava, além de entristecer-se de ver que perdera em caminho sua grande fita verde no cabelo atada; e estava suada, com enorme fome de almoço. Ela perguntou:
_ “Vovozinha, que braços tão magros, os seus, e que mãos tão trementes!”
_ “É porque não vou poder nunca mais te abraçar, minha neta...” – a avó murmurou.
_ “Vovozinha, mas que lábios, ai, tão arroxeados!”
_ “É porque não vou nunca mais poder te beijar, minha neta...” – a avó suspirou.
_ “Vovozinha, e que olhos tão fundos e parados, neste rosto encovado, pálido?”
_ “É porque já não te estou vendo, nunca mais, minha netinha...” – a avó ainda gemeu.
Fita-Verde mais se assustou, como se fosse ter juízo pela primeira vez.
Gritou: - “Vovozinha, eu tenho medo do Lobo! ...”
Mas a avó não estava mais lá, sendo que demasiado ausente, a não ser pelo frio, triste e tão repentino corpo.

(Suplemento Literário de O Estado de S. Paulo, 8 de fevereiro de 1964.)



Extraído de “Ave, Palavra”, de Guimarães Rosa. Rio de Janeiro, RJ, Livraria J. Olympio Editora. 1970. (pp. 72-3)

quarta-feira, 15 de abril de 2009

A vingança dos animais





quinta-feira, 9 de abril de 2009

Concurso de poemas e de literatura evangélica.

Fundação Cultural Casimiro de Abreu

X CONCURSO LITERÁRIO DE POESIAS. Poderão participar do concurso moradores do município de Casimiro de Abreu e demais municípios do Brasil, com idade a partir de 16 anos. Os trabalhos deverão ser entregues na Casa de Cultura Estação Casimiro de Abreu, situada à Praça Lucio André – s/n, Centro – Casimiro de Abreu RJ – CEP 28860-000, no horário de 09h às 17h, de segunda a sexta-feira, entre 12 de janeiro e 31 de julho de 2009 ou enviadas por Correio obedecendo as mesmas datas, valendo o carimbo postal como comprovante do prazo. Mais informações: http://www.concursosliterarios.com.br

Ler mais
Prêmio Areté de Literatura

ARETÉ é uma palavra grega que pode ser traduzida como excelência e evoca ainda os conceitos de mérito ou qualidade pelo qual algo ou alguém se mostra excelente. O PRÊMIO ARETÉ DE LITERATURA se destina a reconhecer, enaltecer e premiar a excelência em literatura evangélica brasileira. Livros elegíveis serão por definição os encadernados em capa dura, flexível ou brochura, traduzidos e originais, e classificar-se-ão em 27 categorias. As obras nacionais e estrangeiras concorrerão em separado nas diversas categorias mencionadas nos Artigos 4° e 5°, conforme respectivos preâmbulos. Regulamento e mais informações: http://www.concursosliterarios.com.br

Livro/ lançamento



A autora Regina Gulla faz, nesse livro, uma homenagem ás maiores contadoras de histórias: as avós.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Perca um livro






'Perca um Livro' é uma iniciativa que pretende trazer para o Brasil uma prática internacional de incentivo à leitura. A idéia é "perder" um livro em lugar público para ser achado e lido por outras pessoas que, então, farão o mesmo. O objetivo é fazer do mundo inteiro uma livraria.

A prática consiste em três passos simples:

1. Leia um bom livro;
2. Cadastre o livro e escreva seus comentários para pegar seu código único e a etiqueta correspondente ao livro;
3."Perca" o livro em um lugar público.

De posse do código o leitor poderá rastrear pelo tempo que quiser os caminhos percorridos pelo livro.

A partida inicial do projeto será dada pela editora Zeiz que irá "perder" 150 exemplares do livro "A Unidade dos Seis - O Herdeiro Especial". Os livros "perdidos" estarão com orientações que levem o próximo leitor a repetir o mesmo procedimento: ler, cadastrar e "perder".

A idéia é que estes livros sejam a ponta de uma corrente que incentive outras pessoas a fazerem o mesmo com outros livros, disseminando entre pessoas o saudável hábito da leitura.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Congresso de leitura

17º COLE - Congresso de Leitura
Quando 20/07/2009 08:10 até
24/07/2009 18:00
Onde Unicamp - Campinas/SP
Participantes Jean Hébrard (Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales– Paris/França);, Peter Burke (Universidade de Cambridge - Inglaterra);Nora Elena Catelli Quiroga (Universidade de Barcelona- Espanha);Rubén Cucuzza (UN de Luján e UN de la Plata - Argentina);Xosé Antonio Neira Cruz (Universidade de Santiago de Compostela - Galícia - Espanha) e Adalberto Müller, Maria Lucia Dal Farra,Marina Colasanti,Rosane Villela, Vânia Maria Resende,Adilson Citelli,Pedrinho Guareschi,Ana Luiza B. Smolka; Milton J.Almeida, Rosalia de Angelo Scorsi,Yvelise Freitas de Souza Arcoverde, Maria Inês Fini,Marcelo Soares Pereira da Silva,José Castilho, Maria Rosa M. de Camargo,Maria Arisnete Câmara de Morais,Maria Teresa Santos Cunha, Marta Maria Chagas de Carvalho, Maria Rita de Almeida Toledo, Maria Inês Ghilardi Lucena, Maria José Coracini,Eliane Righi de Andrade, Ernesto Sérgio Bertoldo, Luiz Antônio da Silva,Maria Helena de Moura Neves,, Francisco Roberto Savioli, Celi Lopes,Beatriz D´Ambrosio, Adair Mendes Nacarato, Ana Maria Machado,Maria Rosário Mortatti,Luiz Percival Leme Britto,Luciane Moreira de Oliveira, Galeno Amorim, Maria Antonieta Cunha,, Esméria Savelli, Shirley Silva,Jorge Mario P. de Andrade,Rosita Edler Carvalho, Francisca Isabel Pereira Maciel,Sara Mourão,Antonio Augusto G.Batista, Domingos Barros Nobre, Anselma Garcia de Sales,Gilberto Machel Veiga D'Angelis,Elizabeth D’Ângelo Serra, Marisa Lajolo, Valdir Heitor Barzotto, Maria das Graças Rodrigues,Claudia Rosa Riolfi,Ezequiel Theodoro da Silva,Marisa Vorraber Costa, Ana Lúcia Goulart de Faria, Luiz Percival Leme Britto, Ligia Aquino, Roberto Catelli Jr, Sérgio Haddad, Maria Margarida Machado, Eliane Pszczol,Moacyr Scliar,Heleusa Figueira Câmara,Guilherme do Val Toledo Prado,Gláucia Mollo,Luiz Augusto Milanesi, Antonio Carlos Rodrigues de Amorim, Thiago de la Torre de Carvalho, Thiago Liguori,Giuseppe Campuzano e Ana Chrystina Venancio Mignot.
Adicionar evento ao calendário vCal
iCal

A 17ª edição do COLE, agendada para o período de 20 a 24 de julho de 2009, na Unicamp (Campinas/SP), pretende não apenas comemorar os 30 anos de história do congresso, mas também divulgar a história do evento em um espaço de discussão do seu itinerário no cenário cultural e educacional do Brasil e de reflexão e construção de novos caminhos de atuação e parcerias na luta pela democratização da leitura.

O 17º COLE está recebendo inscrições e, os interessados em enviar comunicações podem fazê-lo até o dia 30 de abril, escolhendo um eixo temático entre os 21 do evento:

01 - Educação de Jovens e Adultos
02 - Bibliotecas: desafios e práticas
03 - Práticas de Leitura, Gênero e Exclusão
04 - Leitura e Escrita nas Sociedades Indígenas
05 - Mídia, Educação e Leitura
06 - Leitura e Escrita em Língua Estrangeira
07 - Leitura, Escola, História
08 - Literatura Infantil e Juvenil
09 - Educação, Políticas Públicas e Pessoas com Deficiência
10 - Letramento e Alfabetização
11 - Ensino de Língua e Literatura
12 - Leitura e Produção no Ensino Superior
13 - Linguagens em Educação Infantil
14 - Escritas, Imagens e Criação: Diferir
15 - Leitura e Educação Matemática
16 - Produção de Conhecimento, Saberes e Formação Docente
17 - Estudos sobre Projetos e Ações do PROLER
18 - Pesquisas sobre a Pesquisa da Leitura no Brasil
19 - Estudos sobre a ALB e suas produções e/ou realizações
20 - Políticas Públicas em Leitura
21 - Leitura no currículo escolar: projetos e programa

sexta-feira, 3 de abril de 2009

O hit do Congresso

Dê a sua opinião sobre essa crítica postada no Youtube



Hit no Congresso

Brasília está em polvorosa, hoje, por causa de um vídeo
que foi postado no Youtube, com uma música de Zé Ramalho.
O vídeo que mostra imagens pouco recomendáveis do governo Lula já teve mais
de 700 mil acessos. Assessores de Brasilia estão atordoados e o vídeo ja
"rodou" pelo Congresso.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Leia a "Bela e a Fera"




http://www.dobrasdaleitura.com

Nesse site é possívelencontrar muitas novidades sobre a literatura infantil. O livro "A Bela e a Fera" pode ser visto página a página.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

O vestido de Laura



O Vestido de Laura


O Vestido de Laura
é de três babados,
todos bordados.

O primeiro, todinho,
todinho de flores
de muitas cores.

No segundo, apenas
borboletas voando,
num fino bando.

O terceiro, estrelas,
Estrelas de renda ...
-talvez de lenda ...


O Vestido de Laura
Vamos ver agora,
Sem mais demora

Que as estrelas passam,
borboletas, flores
Perdem suas cores.

Se não formos depressa,
acabou-se o vestido
todo bordado e florido.



MEIRELES, Cecília. Ou isto ou aquilo. Rio de Janeiro: Ed. Civilização Brasileira, 1980, p.14.

WEBLivro - Clube do Livro - Crossbooking!: Livro - A Sombra do Vento - Carlos Ruiz Zafón

WEBLivro - Clube do Livro - Crossbooking!: Livro - A Sombra do Vento - Carlos Ruiz Zafón

domingo, 29 de março de 2009

Edgar Alan Poe





Edgar Allan Poe (parte do texto extraído da Wikipedia)

Origem: Boston
País de Nascimento: Estados Unidos
Data de Nascimento: 19 de Janeiro de 1809
Data de Falecimento: 7 de Outubro de 1849

Gênero(s): Ficção científica, horror, fantasia


Edgar Allan Poe (Boston, 19 de Janeiro de 1809 — Baltimore, 7 de Outubro de 1849) foi um escritor, poeta, romancista, crítico literário e editor estado-unidense.

Poe é considerado, juntamente com Jules Verne, um dos precursores da literatura de ficção científica e fantástica modernas. Algumas das suas novelas, como The Murders in the Rue Morgue (Os Crimes da Rua Morgue), The Purloined Letter (A Carta Roubada) e The Mystery of Marie Roget (O Mistério de Maria Roget), figuram entre as primeiras obras reconhecidas como policiais, e, de acordo com muitos, as suas obras marcam o início da verdadeira literatura norte-america
Além do horror, Poe também escreveu sátiras, contor de humor e hoaxes. Para efeito cômico, ele usou a ironia e a extravagância do rídiculo, muitas vezes na tentativa de liberar o leitor da conformidade cultural. De fato, "Metzengerstein", a primeira história que Poe publicou, e sua primeira incursão em terror, foi originalmente concebida como uma paródia satirizando o gênero popular. Poe também reinventou a ficção científica, respondendo na sua escrita às tecnologias emergentes como balões de ar quente em "The Balloon-Hoax".

Ilustrações do poema feitas por Gustave Doré



http://www.poebrasil.com.br/

( O texto e as ilustrações foram extraídos do site acima) Esse poema é muito famoso e foi utilizado em muitos filmes e discutido em outros textos

O Corvo - Tradução de Machado de Assis

Em certo dia, à hora, à hora
Da meia-noite que apavora,
Eu caindo de sono e exausto de fadiga,
Ao pé de muita lauda antiga,
De uma velha doutrina, agora morta,
Ia pensando, quando ouvi à porta
Do meu quarto um soar devagarinho
E disse estas palavras tais:
"É alguém que me bate à porta de mansinho;
Há de ser isso e nada mais."



Ah! bem me lembro! bem me lembro!
Era no glacial dezembro;
Cada brasa do lar sobre o chão refletia
A sua última agonia.
Eu, ansioso pelo sol, buscava
Sacar daqueles livros que estudava
Repouso (em vão!) à dor esmagadora
Destas saudades imortais
Pela que ora nos céus anjos chamam Lenora,
E que ninguém chamará jamais.



E o rumor triste, vago, brando,
Das cortinas ia acordando
Dentro em meu coração um rumor não sabido
Nunca por ele padecido.
Enfim, por aplacá-lo aqui no peito,
Levantei-me de pronto e: "Com efeito
(Disse) é visita amiga e retardada
Que bate a estas horas tais.
É visita que pede à minha porta entrada:
Há de ser isso e nada mais."



Minhalma então sentiu-se forte;
Não mais vacilo e desta sorte
Falo: "Imploro de vós - ou senhor ou senhora -
Me desculpeis tanta demora.
Mas como eu, precisando de descanso,
Já cochilava, e tão de manso e manso
Batestes, não fui logo prestemente,
Certificar-me que aí estais."
Disse: a porta escancaro, acho a noite somente,
Somente a noite, e nada mais.



Com longo olhar escruto a sombra,
Que me amedronta, que me assombra,
E sonho o que nenhum mortal há já sonhado,
Mas o silêncio amplo e calado,
Calado fica; a quietação quieta:
Só tu, palavra única e dileta,
Lenora, tu como um suspiro escasso,
Da minha triste boca sais;
E o eco, que te ouviu, murmurou-te no espaço;
Foi isso apenas, nada mais.



Entro co'a alma incendiada.
Logo depois outra pancada
Soa um pouco mais tarde; eu, voltando-me a ela:
"Seguramente, há na janela
Alguma coisa que sussurra. Abramos.
Ela, fora o temor, eia, vejamos
A explicação do caso misterioso
Dessas duas pancadas tais.
Devolvamos a paz ao coração medroso.
Obra do vento e nada mais."



Abro a janela e, de repente,
Vejo tumultuosamente
Um nobre Corvo entrar, digno de antigos dias.
Não despendeu em cortesias
Um minuto, um instante. Tinha o aspecto
De um lord ou de uma lady. E pronto e reto
Movendo no ar as suas negras alas.
Acima voa dos portais,
Trepa, no alto da porta, em um busto de Palas;
Trepado fica, e nada mais.



Diante da ave feia e escura,
Naquela rígida postura,
Com o gesto severo - o triste pensamento
Sorriu-me ali por um momento,
E eu disse: "Ó tu que das noturnas plagas
Vens, embora a cabeça nua tragas,
Sem topete, não és ave medrosa,
Dize os teus nomes senhoriais:
Como te chamas tu na grande noite umbrosa?"
E o Corvo disse: "Nunca mais."



Vendo que o pássaro entendia
A pergunta que lhe eu fazia,
Fico atônito, embora a resposta que dera
Dificilmente lha entendera.
Na verdade, jamais homem há visto
Coisa na terra semelhante a isto:
Uma ave negra, friamente posta,
Num busto, acima dos portais,
Ouvir uma pergunta e dizer em resposta
Que este é o seu nome: "Nunca mais."



No entanto, o Corvo solitário
Não teve outro vocabulário,
Como se essa palavra escassa que ali disse
Toda sua alma resumisse.
Nenhuma outra proferiu, nenhuma,
Não chegou a mexer uma só pluma,
Até que eu murmurei: "Perdi outrora
Tantos amigos tão leais!
Perderei também este em regressando a aurora."
E o Corvo disse: "Nunca mais."



Estremeço. A resposta ouvida
É tão exata! é tão cabida!
"Certamente, digo eu, essa é toda a ciência
Que ele trouxe da convivência
De algum mestre infeliz e acabrunhado
Que o implacável destino há castigado
Tão tenaz, tão sem pausa, nem fadiga,
Que dos seus cantos usuais
Só lhe ficou, na amarga e última cantiga,
Esse estribilho: "Nunca mais."



Segunda vez, nesse momento,
Sorriu-me o triste pensamento;
Vou sentar-me defronte ao Corvo magro e rudo;
E mergulhando no veludo
Da poltrona que eu mesmo ali trouxera
Achar procuro a lúgubre quimera.
A alma, o sentido, o pávido segredo
Daquelas sílabas fatais,
Entender o que quis dizer a ave do medo
Grasnando a frase: "Nunca mais."



Assim, posto, devaneando,
Meditando, conjecturando,
Não lhe falava mais; mas se lhe não falava,
Sentia o olhar que me abrasava,
Conjecturando fui, tranqüilo, a gosto,
Com a cabeça no macio encosto,
Onde os raios da lâmpada caiam,
Onde as tranças angelicais
De outra cabeça outrora ali se desparziam,
E agora não se esparzem mais.



Supus então que o ar, mais denso,
Todo se enchia de um incenso.
Obra de serafins que, pelo chão roçando
Do quarto, estavam meneando
Um ligeiro turíbulo invisível;
E eu exclamei então: "Um Deus sensível
Manda repouso à dor que te devora
Destas saudades imortais.
Eia, esquece, eia, olvida essa extinta Lenora."
E o Corvo disse: "Nunca mais."



"Profeta, ou o que quer que sejas!
Ave ou demônio que negrejas!
Profeta sempre, escuta: Ou venhas tu do inferno
Onde reside o mal eterno,
Ou simplesmente náufrago escapado
Venhas do temporal que te há lançado
Nesta casa onde o Horror, o Horror profundo
Tem os seus lares triunfais,
Dize-me: "Existe acaso um bálsamo no mundo?"
E o Corvo disse: "Nunca mais."



"Profeta, ou o que quer que sejas!
Ave ou demônio que negrejas!
Profeta sempre, escuta, atende, escuta, atende!
Por esse céu que além se estende,
Pelo Deus que ambos adoramos, fala,
Dize a esta alma se é dado inda escutá-la
No Éden celeste a virgem que ela chora
Nestes retiros sepulcrais.
Essa que ora nos céus anjos chamam Lenora!"
E o Corvo disse: "Nunca mais."



"Ave ou demônio que negrejas!
Profeta, ou o que quer que sejas!
Cessa, ai, cessa!, clamei, levantando-me, cessa!
Regressa ao temporal, regressa
À tua noite, deixa-me comigo.
Vai-te, não fica no meu casto abrigo
Pluma que lembre essa mentira tua,
Tira-me ao peito essas fatais
Garras que abrindo vão a minha dor já crua."
E o Corvo disse: "Nunca mais."



E o Corvo aí fica; ei-lo trepado
No branco mármore lavrado
Da antiga Palas; ei-lo imutável, ferrenho.
Parece, ao ver-lhe o duro cenho,
Um demônio sonhando. A luz caída
Do lampião sobre a ave aborrecida
No chão espraia a triste sombra; e fora
Daquelas linhas funerais
Que flutuam no chão, a minha alma que chora
Não sai mais, nunca, nunca mais!

Tradução de Machado de Assis - 1883

Texto do poeta francês Baudelaire sobre Poe

Como poeta, Edgar Poe é um homem à parte. Representa quase sozinho o movimento romântico do outro lado do Oceano. É o primeiro americano que, propriamente falando, fez do seu estilo uma ferramenta. Sua poesia, profunda e gemente, é, não obstante, trabalhada, pura, correta e brilhante, como uma jóia de cristal. Edgar Poe amava os ritmos complicados, e, por mais complicados que fossem, neles encerrava uma harmonia profunda. Há um pequeno poema seu, intitulado "Os Sinos” , que é uma verdadeira curiosidade literária; traduzível, porém, não o é. "O Corvo" logrou vasto êxito. Segundo afirmam Longfellow e Emerson, é uma maravilha O assunto é quase nada, e é uma pura obra de arte. O tom é grave e quase sobrenatural, como os pensamentos da insônia; os versos caem um a um, como lágrimas monótonas. No "País dos Sonhos” , tentou descrever a sucessão dos sonhos e das imagens fantásticas que assaltam a alma quando o olho corpóreo está cerrado. Outros poemas como "Ulalume" e "Annabel Lee" gozam de igual celebridade. Mas a bagagem poética de Poe é diminuta. Sua poesia, condensada e laboriosa, custava-lhe, sem dúvida, muito esforço e ele necessitava muitas vezes de dinheiro, para que se pudesse entregar a essa dor voluptuosa e infrutífera.
Dicionário inFormal

O dicionário de português gratuito para internet, onde as palavras são definidas pelos usuários. Uma iniciativa de documentar on-line a evolução do português.
Não deixe as palavras passarem em branco, participe definindo o seu português!


http://www.dicionarioinformal.com.br/

Blog Ebooks Grátis
(http://www.gutenberg.org/

ANGÚSTIA

As minhas angústias
São amargas
Como o polém...
Elas vivem negras
E tem gosto de açúcar.
As minhas angústias
adormecem somente minhas.
Não navegam como o céu
Azul... turquesa, visto
Com outros olhos...
Detalhes de uma vida.
Vida apenas vista, enquanto
e padeço
Num sótão de alegrias
Mortas.

Um dia triste - 03/04/00 Xandy Britto

Dica de livros

Links legais

http://blogs.abril.com.br/agora

http://www.louvre.fr

http://marketinaweb.blogspot.com/

http://thirinhas.wordpress.com/

http://xandybritto.blogspot.com/

http://sandra-acasaenossa.blogspot.com

http://contoscantoseencantos.blogspot.com/

http://www.concursosliterarios.com.br

http://www.cbl.org.br/jabuti

http://www.ateliermeow.com

http://www.ultrapassandobarreiras.blogspot.com

http://escuteseusolhos.blogspot.com

http://www.neostesia.com

http://informlegal.blogspot.com/


http://marketing-na-web.blogspot.com

http://fatosetudo.blogspot.com

http://temtodasasmusicas.blogspot.com/

http://tododostempos.blogspot.com/

http://velozeseturbinados.blogspot.com



Arquivo do blog

Minha lista de blogs

Itens compartilhados de joyce

The Animal Rescue Site
PageRank
My Ping in TotalPing.com

Labels