sexta-feira, 8 de maio de 2009

As aparências enganam


As aparências enganam...

Já aconteceu de você se sentir meio culpado, ao olhar as pessoas de sua idade e de pensar "não posso estar assim tão velho!? Então, acho você vai gostar desta:

Eu estava sentado na sala de espera para a minha primeira consulta com uma nova dentista, quando observei o seu diploma dependurado na parede.
Estava escrito seu nome e, de repente, me recordei de uma bela morena alta, que tinha esse mesmo nome.
Era da minha classe do colegial, uns 40 anos atrás, e eu me perguntava: poderia ser a mesma gata por quem eu tinha me apaixonado na época?
Quando entrei na sala de atendimento, imediatamente afastei esse pensamento do meu espírito.
Esta senhora grisalha, o rosto marcado, profundamente enrugado, era demasiadamente velha pra ter sido a minha grande paixão secreta...
Quê que é isso!?
Depois que ela examinou meus dentes, perguntei-lhe se ela tinha estudado no Colégio Edmond Rostand.
- Sim, respondeu-me.
- Quando se formou?, continuei perguntando.
- Em 1959... Por que a pergunta?, disse ela.
- Hum... Bem... você era da minha classe, exclamei.
E então, essa coroa horrível, enrugada, cretina, filha de uma puta, saiu-se com essa pergunta:
- O senhor era professor de quê?

Circulando na interenet

terça-feira, 5 de maio de 2009

Campanha: troque um parlamentar corrupto por 344 professores

Pessoal,
Recebi esse e-mail e dou o meu total apoio.
Nem vale a pena saber o autor. Para esse tema temos autores em toda a nossa volta.
É o nosso Brasil.
É a famosa inversão de valores.



TROQUE UM PARLAMENTAR CORRUPTO
POR 344 PROFESSORES

Prezado amigo!

Sou professor de Física, de ensino médio de uma escola pública em uma cidade do interior da Bahia e gostaria de expor a você o meu salário bruto mensal: R$650,00

Eu fico com vergonha até de dizer, mas meu salário é R$650,00. Isso mesmo! E olha que eu ganho mais que outros colegas de profissão que não possuem um curso superior como eu e recebem minguados R$440,00. Será que alguém acha que, com um salário assim, a rede de ensino poderá contar com professores competentes e dispostos a ensinar?

Não querendo generalizar, pois ainda existem bons professores lecionando, atualmente a regra é essa: O professor faz de conta que dá aula, o aluno faz de conta que aprende, o Governo faz de conta que paga e a escola aprova o aluno mal preparado. Incrível, mas é a pura verdade! Sinceramente, eu leciono porque sou um idealista e atualmente vejo a profissão como um trabalho social. Mas nessa semana, o soco que tomei na boca do estomago do meu idealismo foi duro!
Descobri que um parlamentar brasileiro custa para o país R$10,2 milhões por ano. São os parlamentares mais caros do mundo. O minuto trabalhado aqui custa ao contribuinte R$11.545.

Na Itália, são gastos com parlamentares R$3,9 milhões, na França, pouco mais de R$2,8 milhões, na Espanha, cada parlamentar custa por ano R$850 mil e na vizinha, Argentina, R$1,3 milhões.
Trocando em miúdos, um parlamentar custa ao país, por baixo, 688 professores com curso superior !
Diante dos fatos, gostaria muito, amigo, que você divulgasse minha campanha, na qual o lema será:

"TROQUE UM PARLAMENTAR POR 344 PROFESSORES".

COMO VOCE VAI VOTAR DEPOIS DE LER ESTA MATÉRIA??

REPASSEM, EU JÁ ADERI À CAMPANHA!

Obrigado !!

domingo, 26 de abril de 2009

Em nome de Deus?

sábado, 25 de abril de 2009

Maneiras de escrever e um lindo texto

FITA VERDE NO CABELO
(Nova velha estória)


Havia uma aldeia em algum lugar, nem maior nem menor, com velhos e velhas que velhavam, homens e mulheres que esperavam, e meninos e meninas que nasciam e cresciam. Todos com juízo, suficientemente, menos uma meninazinha, a que por enquanto. Aquela, um dia, saiu de lá, com uma fita verde inventada no cabelo.
Sua mãe mandara-a, com um cesto e um pote, à avó, que a amava, a uma outra e quase igualzinha aldeia. Fita-Verde partiu, sobre logo, ela a linda, tudo era uma vez. O pote continha um doce em calda, e o cesto estava vazio, que para buscar framboesas.
Daí, que, indo, no atravessar o bosque, viu só os lenhadores, que por lá lenhavam; mas o lobo nenhum, desconhecido nem peludo. Pois os lenhadores tinham exterminado o lobo. Então, ela, mesma, era quem se dizia: - “Vou à vovó, com cesto e pote, e a fita verde no cabelo, o tanto que a mamãe me mandou”. A aldeia e a casa esperando-a acolá, depois daquele moinho, que a gente pensa que vê, e das horas, que a gente não vê que não são.
E ela mesma resolveu escolher tomar este caminho de cá, louco e longo, e não o outro, encurtoso. Saiu, atrás de suas asas ligeiras, sua sombra também vindo-lhe correndo, em pós. Divertia-se com ver as avelãs do chão não voarem, com inalcançar essas borboletas nunca em buquê nem em botão, e com ignorar se cada uma em seu lugar as plebeiínhas flores, princesinhas e incomuns, quando a gente tanto por elas passa. Vinha sobejadamente.
Demorou, para dar com a avó em casa, que assim lhe respondeu, quando ela, toque, toque, bateu:
_ “Quem é?”
_ “Sou eu...” – e Fita-Verde descansou a voz. – “Sou sua linda netinha, com cesto e pote, com a fita verde no cabelo, que a mamãe me mandou.”
Vai, a avó, difícil, disse: - “Puxa o ferrolho de pau da porta, entra e abre. Deus te abençoe.”
Fita-Verde assim fez, e entrou e olhou.
A avó estava na cama, rebuçada e só. Devia, para falar agagado e fraco e rouco, assim, de ter apanhado um ruim defluxo. Dizendo: - “Depõe o pote e o cesto na arca, e vem para perto de mim, enquanto é tempo.”
Mas agora Fita-Verde se espantava, além de entristecer-se de ver que perdera em caminho sua grande fita verde no cabelo atada; e estava suada, com enorme fome de almoço. Ela perguntou:
_ “Vovozinha, que braços tão magros, os seus, e que mãos tão trementes!”
_ “É porque não vou poder nunca mais te abraçar, minha neta...” – a avó murmurou.
_ “Vovozinha, mas que lábios, ai, tão arroxeados!”
_ “É porque não vou nunca mais poder te beijar, minha neta...” – a avó suspirou.
_ “Vovozinha, e que olhos tão fundos e parados, neste rosto encovado, pálido?”
_ “É porque já não te estou vendo, nunca mais, minha netinha...” – a avó ainda gemeu.
Fita-Verde mais se assustou, como se fosse ter juízo pela primeira vez.
Gritou: - “Vovozinha, eu tenho medo do Lobo! ...”
Mas a avó não estava mais lá, sendo que demasiado ausente, a não ser pelo frio, triste e tão repentino corpo.

(Suplemento Literário de O Estado de S. Paulo, 8 de fevereiro de 1964.)



Extraído de “Ave, Palavra”, de Guimarães Rosa. Rio de Janeiro, RJ, Livraria J. Olympio Editora. 1970. (pp. 72-3)

quarta-feira, 15 de abril de 2009

A vingança dos animais





quinta-feira, 9 de abril de 2009

Concurso de poemas e de literatura evangélica.

Fundação Cultural Casimiro de Abreu

X CONCURSO LITERÁRIO DE POESIAS. Poderão participar do concurso moradores do município de Casimiro de Abreu e demais municípios do Brasil, com idade a partir de 16 anos. Os trabalhos deverão ser entregues na Casa de Cultura Estação Casimiro de Abreu, situada à Praça Lucio André – s/n, Centro – Casimiro de Abreu RJ – CEP 28860-000, no horário de 09h às 17h, de segunda a sexta-feira, entre 12 de janeiro e 31 de julho de 2009 ou enviadas por Correio obedecendo as mesmas datas, valendo o carimbo postal como comprovante do prazo. Mais informações: http://www.concursosliterarios.com.br

Ler mais
Prêmio Areté de Literatura

ARETÉ é uma palavra grega que pode ser traduzida como excelência e evoca ainda os conceitos de mérito ou qualidade pelo qual algo ou alguém se mostra excelente. O PRÊMIO ARETÉ DE LITERATURA se destina a reconhecer, enaltecer e premiar a excelência em literatura evangélica brasileira. Livros elegíveis serão por definição os encadernados em capa dura, flexível ou brochura, traduzidos e originais, e classificar-se-ão em 27 categorias. As obras nacionais e estrangeiras concorrerão em separado nas diversas categorias mencionadas nos Artigos 4° e 5°, conforme respectivos preâmbulos. Regulamento e mais informações: http://www.concursosliterarios.com.br

Livro/ lançamento



A autora Regina Gulla faz, nesse livro, uma homenagem ás maiores contadoras de histórias: as avós.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Perca um livro






'Perca um Livro' é uma iniciativa que pretende trazer para o Brasil uma prática internacional de incentivo à leitura. A idéia é "perder" um livro em lugar público para ser achado e lido por outras pessoas que, então, farão o mesmo. O objetivo é fazer do mundo inteiro uma livraria.

A prática consiste em três passos simples:

1. Leia um bom livro;
2. Cadastre o livro e escreva seus comentários para pegar seu código único e a etiqueta correspondente ao livro;
3."Perca" o livro em um lugar público.

De posse do código o leitor poderá rastrear pelo tempo que quiser os caminhos percorridos pelo livro.

A partida inicial do projeto será dada pela editora Zeiz que irá "perder" 150 exemplares do livro "A Unidade dos Seis - O Herdeiro Especial". Os livros "perdidos" estarão com orientações que levem o próximo leitor a repetir o mesmo procedimento: ler, cadastrar e "perder".

A idéia é que estes livros sejam a ponta de uma corrente que incentive outras pessoas a fazerem o mesmo com outros livros, disseminando entre pessoas o saudável hábito da leitura.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Congresso de leitura

17º COLE - Congresso de Leitura
Quando 20/07/2009 08:10 até
24/07/2009 18:00
Onde Unicamp - Campinas/SP
Participantes Jean Hébrard (Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales– Paris/França);, Peter Burke (Universidade de Cambridge - Inglaterra);Nora Elena Catelli Quiroga (Universidade de Barcelona- Espanha);Rubén Cucuzza (UN de Luján e UN de la Plata - Argentina);Xosé Antonio Neira Cruz (Universidade de Santiago de Compostela - Galícia - Espanha) e Adalberto Müller, Maria Lucia Dal Farra,Marina Colasanti,Rosane Villela, Vânia Maria Resende,Adilson Citelli,Pedrinho Guareschi,Ana Luiza B. Smolka; Milton J.Almeida, Rosalia de Angelo Scorsi,Yvelise Freitas de Souza Arcoverde, Maria Inês Fini,Marcelo Soares Pereira da Silva,José Castilho, Maria Rosa M. de Camargo,Maria Arisnete Câmara de Morais,Maria Teresa Santos Cunha, Marta Maria Chagas de Carvalho, Maria Rita de Almeida Toledo, Maria Inês Ghilardi Lucena, Maria José Coracini,Eliane Righi de Andrade, Ernesto Sérgio Bertoldo, Luiz Antônio da Silva,Maria Helena de Moura Neves,, Francisco Roberto Savioli, Celi Lopes,Beatriz D´Ambrosio, Adair Mendes Nacarato, Ana Maria Machado,Maria Rosário Mortatti,Luiz Percival Leme Britto,Luciane Moreira de Oliveira, Galeno Amorim, Maria Antonieta Cunha,, Esméria Savelli, Shirley Silva,Jorge Mario P. de Andrade,Rosita Edler Carvalho, Francisca Isabel Pereira Maciel,Sara Mourão,Antonio Augusto G.Batista, Domingos Barros Nobre, Anselma Garcia de Sales,Gilberto Machel Veiga D'Angelis,Elizabeth D’Ângelo Serra, Marisa Lajolo, Valdir Heitor Barzotto, Maria das Graças Rodrigues,Claudia Rosa Riolfi,Ezequiel Theodoro da Silva,Marisa Vorraber Costa, Ana Lúcia Goulart de Faria, Luiz Percival Leme Britto, Ligia Aquino, Roberto Catelli Jr, Sérgio Haddad, Maria Margarida Machado, Eliane Pszczol,Moacyr Scliar,Heleusa Figueira Câmara,Guilherme do Val Toledo Prado,Gláucia Mollo,Luiz Augusto Milanesi, Antonio Carlos Rodrigues de Amorim, Thiago de la Torre de Carvalho, Thiago Liguori,Giuseppe Campuzano e Ana Chrystina Venancio Mignot.
Adicionar evento ao calendário vCal
iCal

A 17ª edição do COLE, agendada para o período de 20 a 24 de julho de 2009, na Unicamp (Campinas/SP), pretende não apenas comemorar os 30 anos de história do congresso, mas também divulgar a história do evento em um espaço de discussão do seu itinerário no cenário cultural e educacional do Brasil e de reflexão e construção de novos caminhos de atuação e parcerias na luta pela democratização da leitura.

O 17º COLE está recebendo inscrições e, os interessados em enviar comunicações podem fazê-lo até o dia 30 de abril, escolhendo um eixo temático entre os 21 do evento:

01 - Educação de Jovens e Adultos
02 - Bibliotecas: desafios e práticas
03 - Práticas de Leitura, Gênero e Exclusão
04 - Leitura e Escrita nas Sociedades Indígenas
05 - Mídia, Educação e Leitura
06 - Leitura e Escrita em Língua Estrangeira
07 - Leitura, Escola, História
08 - Literatura Infantil e Juvenil
09 - Educação, Políticas Públicas e Pessoas com Deficiência
10 - Letramento e Alfabetização
11 - Ensino de Língua e Literatura
12 - Leitura e Produção no Ensino Superior
13 - Linguagens em Educação Infantil
14 - Escritas, Imagens e Criação: Diferir
15 - Leitura e Educação Matemática
16 - Produção de Conhecimento, Saberes e Formação Docente
17 - Estudos sobre Projetos e Ações do PROLER
18 - Pesquisas sobre a Pesquisa da Leitura no Brasil
19 - Estudos sobre a ALB e suas produções e/ou realizações
20 - Políticas Públicas em Leitura
21 - Leitura no currículo escolar: projetos e programa

sexta-feira, 3 de abril de 2009

O hit do Congresso

Dê a sua opinião sobre essa crítica postada no Youtube



Hit no Congresso

Brasília está em polvorosa, hoje, por causa de um vídeo
que foi postado no Youtube, com uma música de Zé Ramalho.
O vídeo que mostra imagens pouco recomendáveis do governo Lula já teve mais
de 700 mil acessos. Assessores de Brasilia estão atordoados e o vídeo ja
"rodou" pelo Congresso.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Leia a "Bela e a Fera"




http://www.dobrasdaleitura.com

Nesse site é possívelencontrar muitas novidades sobre a literatura infantil. O livro "A Bela e a Fera" pode ser visto página a página.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

O vestido de Laura



O Vestido de Laura


O Vestido de Laura
é de três babados,
todos bordados.

O primeiro, todinho,
todinho de flores
de muitas cores.

No segundo, apenas
borboletas voando,
num fino bando.

O terceiro, estrelas,
Estrelas de renda ...
-talvez de lenda ...


O Vestido de Laura
Vamos ver agora,
Sem mais demora

Que as estrelas passam,
borboletas, flores
Perdem suas cores.

Se não formos depressa,
acabou-se o vestido
todo bordado e florido.



MEIRELES, Cecília. Ou isto ou aquilo. Rio de Janeiro: Ed. Civilização Brasileira, 1980, p.14.

WEBLivro - Clube do Livro - Crossbooking!: Livro - A Sombra do Vento - Carlos Ruiz Zafón

WEBLivro - Clube do Livro - Crossbooking!: Livro - A Sombra do Vento - Carlos Ruiz Zafón

domingo, 29 de março de 2009

Edgar Alan Poe





Edgar Allan Poe (parte do texto extraído da Wikipedia)

Origem: Boston
País de Nascimento: Estados Unidos
Data de Nascimento: 19 de Janeiro de 1809
Data de Falecimento: 7 de Outubro de 1849

Gênero(s): Ficção científica, horror, fantasia


Edgar Allan Poe (Boston, 19 de Janeiro de 1809 — Baltimore, 7 de Outubro de 1849) foi um escritor, poeta, romancista, crítico literário e editor estado-unidense.

Poe é considerado, juntamente com Jules Verne, um dos precursores da literatura de ficção científica e fantástica modernas. Algumas das suas novelas, como The Murders in the Rue Morgue (Os Crimes da Rua Morgue), The Purloined Letter (A Carta Roubada) e The Mystery of Marie Roget (O Mistério de Maria Roget), figuram entre as primeiras obras reconhecidas como policiais, e, de acordo com muitos, as suas obras marcam o início da verdadeira literatura norte-america
Além do horror, Poe também escreveu sátiras, contor de humor e hoaxes. Para efeito cômico, ele usou a ironia e a extravagância do rídiculo, muitas vezes na tentativa de liberar o leitor da conformidade cultural. De fato, "Metzengerstein", a primeira história que Poe publicou, e sua primeira incursão em terror, foi originalmente concebida como uma paródia satirizando o gênero popular. Poe também reinventou a ficção científica, respondendo na sua escrita às tecnologias emergentes como balões de ar quente em "The Balloon-Hoax".

Ilustrações do poema feitas por Gustave Doré



http://www.poebrasil.com.br/

( O texto e as ilustrações foram extraídos do site acima) Esse poema é muito famoso e foi utilizado em muitos filmes e discutido em outros textos

O Corvo - Tradução de Machado de Assis

Em certo dia, à hora, à hora
Da meia-noite que apavora,
Eu caindo de sono e exausto de fadiga,
Ao pé de muita lauda antiga,
De uma velha doutrina, agora morta,
Ia pensando, quando ouvi à porta
Do meu quarto um soar devagarinho
E disse estas palavras tais:
"É alguém que me bate à porta de mansinho;
Há de ser isso e nada mais."



Ah! bem me lembro! bem me lembro!
Era no glacial dezembro;
Cada brasa do lar sobre o chão refletia
A sua última agonia.
Eu, ansioso pelo sol, buscava
Sacar daqueles livros que estudava
Repouso (em vão!) à dor esmagadora
Destas saudades imortais
Pela que ora nos céus anjos chamam Lenora,
E que ninguém chamará jamais.



E o rumor triste, vago, brando,
Das cortinas ia acordando
Dentro em meu coração um rumor não sabido
Nunca por ele padecido.
Enfim, por aplacá-lo aqui no peito,
Levantei-me de pronto e: "Com efeito
(Disse) é visita amiga e retardada
Que bate a estas horas tais.
É visita que pede à minha porta entrada:
Há de ser isso e nada mais."



Minhalma então sentiu-se forte;
Não mais vacilo e desta sorte
Falo: "Imploro de vós - ou senhor ou senhora -
Me desculpeis tanta demora.
Mas como eu, precisando de descanso,
Já cochilava, e tão de manso e manso
Batestes, não fui logo prestemente,
Certificar-me que aí estais."
Disse: a porta escancaro, acho a noite somente,
Somente a noite, e nada mais.



Com longo olhar escruto a sombra,
Que me amedronta, que me assombra,
E sonho o que nenhum mortal há já sonhado,
Mas o silêncio amplo e calado,
Calado fica; a quietação quieta:
Só tu, palavra única e dileta,
Lenora, tu como um suspiro escasso,
Da minha triste boca sais;
E o eco, que te ouviu, murmurou-te no espaço;
Foi isso apenas, nada mais.



Entro co'a alma incendiada.
Logo depois outra pancada
Soa um pouco mais tarde; eu, voltando-me a ela:
"Seguramente, há na janela
Alguma coisa que sussurra. Abramos.
Ela, fora o temor, eia, vejamos
A explicação do caso misterioso
Dessas duas pancadas tais.
Devolvamos a paz ao coração medroso.
Obra do vento e nada mais."



Abro a janela e, de repente,
Vejo tumultuosamente
Um nobre Corvo entrar, digno de antigos dias.
Não despendeu em cortesias
Um minuto, um instante. Tinha o aspecto
De um lord ou de uma lady. E pronto e reto
Movendo no ar as suas negras alas.
Acima voa dos portais,
Trepa, no alto da porta, em um busto de Palas;
Trepado fica, e nada mais.



Diante da ave feia e escura,
Naquela rígida postura,
Com o gesto severo - o triste pensamento
Sorriu-me ali por um momento,
E eu disse: "Ó tu que das noturnas plagas
Vens, embora a cabeça nua tragas,
Sem topete, não és ave medrosa,
Dize os teus nomes senhoriais:
Como te chamas tu na grande noite umbrosa?"
E o Corvo disse: "Nunca mais."



Vendo que o pássaro entendia
A pergunta que lhe eu fazia,
Fico atônito, embora a resposta que dera
Dificilmente lha entendera.
Na verdade, jamais homem há visto
Coisa na terra semelhante a isto:
Uma ave negra, friamente posta,
Num busto, acima dos portais,
Ouvir uma pergunta e dizer em resposta
Que este é o seu nome: "Nunca mais."



No entanto, o Corvo solitário
Não teve outro vocabulário,
Como se essa palavra escassa que ali disse
Toda sua alma resumisse.
Nenhuma outra proferiu, nenhuma,
Não chegou a mexer uma só pluma,
Até que eu murmurei: "Perdi outrora
Tantos amigos tão leais!
Perderei também este em regressando a aurora."
E o Corvo disse: "Nunca mais."



Estremeço. A resposta ouvida
É tão exata! é tão cabida!
"Certamente, digo eu, essa é toda a ciência
Que ele trouxe da convivência
De algum mestre infeliz e acabrunhado
Que o implacável destino há castigado
Tão tenaz, tão sem pausa, nem fadiga,
Que dos seus cantos usuais
Só lhe ficou, na amarga e última cantiga,
Esse estribilho: "Nunca mais."



Segunda vez, nesse momento,
Sorriu-me o triste pensamento;
Vou sentar-me defronte ao Corvo magro e rudo;
E mergulhando no veludo
Da poltrona que eu mesmo ali trouxera
Achar procuro a lúgubre quimera.
A alma, o sentido, o pávido segredo
Daquelas sílabas fatais,
Entender o que quis dizer a ave do medo
Grasnando a frase: "Nunca mais."



Assim, posto, devaneando,
Meditando, conjecturando,
Não lhe falava mais; mas se lhe não falava,
Sentia o olhar que me abrasava,
Conjecturando fui, tranqüilo, a gosto,
Com a cabeça no macio encosto,
Onde os raios da lâmpada caiam,
Onde as tranças angelicais
De outra cabeça outrora ali se desparziam,
E agora não se esparzem mais.



Supus então que o ar, mais denso,
Todo se enchia de um incenso.
Obra de serafins que, pelo chão roçando
Do quarto, estavam meneando
Um ligeiro turíbulo invisível;
E eu exclamei então: "Um Deus sensível
Manda repouso à dor que te devora
Destas saudades imortais.
Eia, esquece, eia, olvida essa extinta Lenora."
E o Corvo disse: "Nunca mais."



"Profeta, ou o que quer que sejas!
Ave ou demônio que negrejas!
Profeta sempre, escuta: Ou venhas tu do inferno
Onde reside o mal eterno,
Ou simplesmente náufrago escapado
Venhas do temporal que te há lançado
Nesta casa onde o Horror, o Horror profundo
Tem os seus lares triunfais,
Dize-me: "Existe acaso um bálsamo no mundo?"
E o Corvo disse: "Nunca mais."



"Profeta, ou o que quer que sejas!
Ave ou demônio que negrejas!
Profeta sempre, escuta, atende, escuta, atende!
Por esse céu que além se estende,
Pelo Deus que ambos adoramos, fala,
Dize a esta alma se é dado inda escutá-la
No Éden celeste a virgem que ela chora
Nestes retiros sepulcrais.
Essa que ora nos céus anjos chamam Lenora!"
E o Corvo disse: "Nunca mais."



"Ave ou demônio que negrejas!
Profeta, ou o que quer que sejas!
Cessa, ai, cessa!, clamei, levantando-me, cessa!
Regressa ao temporal, regressa
À tua noite, deixa-me comigo.
Vai-te, não fica no meu casto abrigo
Pluma que lembre essa mentira tua,
Tira-me ao peito essas fatais
Garras que abrindo vão a minha dor já crua."
E o Corvo disse: "Nunca mais."



E o Corvo aí fica; ei-lo trepado
No branco mármore lavrado
Da antiga Palas; ei-lo imutável, ferrenho.
Parece, ao ver-lhe o duro cenho,
Um demônio sonhando. A luz caída
Do lampião sobre a ave aborrecida
No chão espraia a triste sombra; e fora
Daquelas linhas funerais
Que flutuam no chão, a minha alma que chora
Não sai mais, nunca, nunca mais!

Tradução de Machado de Assis - 1883

Texto do poeta francês Baudelaire sobre Poe

Como poeta, Edgar Poe é um homem à parte. Representa quase sozinho o movimento romântico do outro lado do Oceano. É o primeiro americano que, propriamente falando, fez do seu estilo uma ferramenta. Sua poesia, profunda e gemente, é, não obstante, trabalhada, pura, correta e brilhante, como uma jóia de cristal. Edgar Poe amava os ritmos complicados, e, por mais complicados que fossem, neles encerrava uma harmonia profunda. Há um pequeno poema seu, intitulado "Os Sinos” , que é uma verdadeira curiosidade literária; traduzível, porém, não o é. "O Corvo" logrou vasto êxito. Segundo afirmam Longfellow e Emerson, é uma maravilha O assunto é quase nada, e é uma pura obra de arte. O tom é grave e quase sobrenatural, como os pensamentos da insônia; os versos caem um a um, como lágrimas monótonas. No "País dos Sonhos” , tentou descrever a sucessão dos sonhos e das imagens fantásticas que assaltam a alma quando o olho corpóreo está cerrado. Outros poemas como "Ulalume" e "Annabel Lee" gozam de igual celebridade. Mas a bagagem poética de Poe é diminuta. Sua poesia, condensada e laboriosa, custava-lhe, sem dúvida, muito esforço e ele necessitava muitas vezes de dinheiro, para que se pudesse entregar a essa dor voluptuosa e infrutífera.

sexta-feira, 27 de março de 2009






quinta-feira, 26 de março de 2009

Como eram e como são alguns ditos populares



Ditos populares...

Exemplos da mudança lingüística nos ' ditos populares'


No popular se diz: 'Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho carpinteiro'

Origem: 'Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho no corpo inteiro'

Batatinha quando nasce, esparrama pelo chão.'

Origem: ' Batatinha quando nasce, espalha a rama pelo chão.'

'Cor de burro quando foge.'

Origem: 'Corro de burro quando foge!'

Popular: 'Quem tem boca vai a Roma.'

Origem: 'Quem tem boca vaia Roma.' (isso mesmo, do verbo vaiar).

Popular: 'Cuspido e escarrado' - quando alguém quer dizer que é muito parecido com outra pessoa.

Origem: 'Esculpido em Carrara.' (Carrara é um tipo de mármore)

Mais um famoso... 'Quem não tem cão, caça com gato.'

Origem: 'Quem não tem cão, caça como gato... ou seja, sozinho!'

segunda-feira, 23 de março de 2009

A Morte



Texto lido por Pedro Bial

domingo, 22 de março de 2009

Uma boa idéia


Amei a Ideia (circulando na internet)

A cantora e ativista Rita Lee teve uma daquelas idéias brilhantes, dignas do seu gênio criativo.



Reclamando da inutilidade de programas como o Big Brother, ela deu a seguinte sugestão: - "Colocar todos os pré-candidatos à presidência da República trancados em uma casa, debatendo e discutindo seus
respectivos programas de governo. Sem marqueteiros, sem assessores, sem máscaras e sem discursos ensaiados.

Toda semana o público vota e elimina um.

No final do programa, o vencedor ganharia o cargo público máximo do país.
Além de acabar com o enfadonho e repetitivo horário político, a população conheceria o verdadeiro caráter dos
candidatos.


Assim, quem financiaria essa casa seria o repasse de parte do valor dos telefonemas que a casa receberia e
ninguém mais precisará corromper empreiteiras ou empresas de lixo sob a alegação de cobrir o 'fundo de campanha'."

A idéia não é incrivelmente boa? É fantástica. Vamos levar a sério... Antes que seja tarde para o Brasil.

Se você também gostou, mande essa mensagem para os amigos e faça coro
pela campanha:

Casa dos Políticos, já!!!

terça-feira, 17 de março de 2009

O blog de uma ilustradora



O blog da Elizabeth Teixeira traz algumas de suas obras. Vale a pena ver.













http://elisabethteixeira.blogspot.com/

sábado, 14 de março de 2009

Quem tem medo da lingua portuguesa? Corrigida pelo acordo ortográfico antigo.


Não podemos ver a nossa língua como um problema

A linguagem (várias formas de expressão) é construída pela sociedade. È comum ouvirmos as pessoas falando de outros, ou de si mesmas, que não sabem falar direito, ou não sabem escrever. Tais sugestões são impossíveis de acontecer para um falante e sua primeira língua. A explicação é simples: somos nós ,os falantes, que construimos a língua que falamos no momento em que a usamos e em toda a nossa vida.
Pode a linguagem existir sem uma sociedade que a utilize? Na minha concepção, baseada em meus estudos lingüísticos e sociais, não existe uma língua solta no ar, ou, melhor, escrita numa gramática do ano de 1500 ou em textos do grande Camões, por exemplo. Digo isto porque as gramáticas que existem por aí, ou, pelo menos, as mais conhecidas, usam o modelo de um português que não é mais usado por nós.
Em relação à fala, as críticas são sempre contundentes, ou seja, aquela pessoa fala errado, é uma ignorante. Pensem que nós não somos reprodutores de um tipo de língua, por exemplo, usada por um tipo de extrato social, portanto, usamos a língua do grupo ao qual pertencemos. A quem faz esses comentários, no mínimo por falta de conhecimento do que é a linguagem, pode-se perguntar: somos todos reprodutores de uma língua a nós impingida por alguns setores sociais ou por gramáticos de séculos passados? Certamente que não, já que a língua é viva, pois só existe nas relações sociais.
De acordo com Silva (1996), desde o Brasil Colônia houve um policiamento social em relação à oralidade brasileira e o cultivo de um ideal lusitanizante que, de certa maneira, perdura até nossos dias. Exemplo disto é o Parecer do Conselho Federal de Educação de 1975, de autoria de Abgar Renault, que propunha medidas para solucionar o problema do ensino a partir da aplicação de uma disciplina gramatical rigorosa, de acordo com princípios de concordância e regência exigidos pelo pensamento lógico, além do estabelecimento de normas para o controle da mídia e dos editores. Além disso, o mesmo Conselho, em 1976, criou uma comissão com o propósito de estudar a carência lingüística dos estudantes, bem como de propor medidas saneadoras.
Outra comissão foi criada pelo Ministério da Cultura, em 1986, para o aperfeiçoamento do ensino/aprendizagem da língua materna, gerando um documento intitulado “Diretrizes para o aperfeiçoamento do ensino/aprendizagem da língua materna” que sugeria propostas para o ensino de 1° e 2° graus, envolvendo o desenvolvimento de uma “língua de cultura”, ou seja, uma única língua em primeira instância, deixando-se, novamente, outras línguas relegadas ao ostracismo social.
Bakhtin, em seus estudos sobre a linguagem, chama a atenção para o fato de que existe um vínculo orgânico entre o uso da linguagem e a atividade humana, pois não falamos no vazio, os enunciados que produzimos estão sempre relacionados às esferas do agir humano, têm tema, organização composicional e estilos adequados às finalidades e condições de cada atividade realizada. Tal pensamento esclarece a complexidade existente nas práticas de linguagem bem como das atividades humanas e, conseqüentemente, à permanente mutação nos gêneros do discurso. Bakhtin, assim, dá importância à historicidade dos gêneros, ou seja, reconhece que estes não são fixos, imutáveis, mas sim sempre abertos à mudança e ao novo. Se uma esfera da atividade humana, por exemplo, torna-se mais complexa, o repertório desta se torna diferente do que era antes, além de ficar mais amplo. Os gêneros se hibridizam de forma contínua, mantendo, porém, certa similaridade e, desta forma, realizam importantes funções sociocognitivas, orientam nossa compreensão das ações dos outros e das nossas próprias ações.
Faraco (2003) explica que:


Tanto para Medvedev quanto para Bakhtin, envolver-se em uma determinada esfera da atividade implica desenvolver também um domínio dos gêneros que lhe são peculiares. Em outras palavras, aprender os modos sociais de fazer é também aprender os modos sociais de dizer.(Faraco, p.196).


Portanto, mesmo uma pessoa que domina bem sua língua pode se sentir incapaz em algum momento, em contato com uma esfera social desconhecida para ela justamente por não dominar o repertório deste gênero.
Bakhtin propõe, também, em seus estudos uma classificação dos gêneros em primários e secundários. Os primários seriam os da vida cotidiana como, por exemplo, a conversa familiar ou as narrativas espontâneas, entre outros. Os secundários aparecem em uma comunicação cultural mais elaborada como os usados nas atividades artísticas, científicas, políticas, filosóficas, jurídicas, de educação formal etc.
Soares (1986) considera:


... o ensino de língua materna, entre nós, vincula-se a uma pedagogia conservadora, que vê a escola como instituição independente das condições sociais e econômicas, espaço de neutralidade, de que estariam ausentes os antagonismos e as contradições de uma sociedade dividida em classes. Na verdade, é uma escola que se põe a serviço dessa sociedade, quando, no ensino da língua materna, elege o dialeto de prestígio, a que só têm acesso as classes dominantes, como a língua legítima, que usa e quer ver usada.A partir de tal pressuposto, a prática pedagógica julga a linguagem do aluno como errada em relação à norma, isto é, do dialeto de prestígio, impondo a substituição pura e simples do dialeto que o aluno utiliza, sem perceber as múltiplas determinações de uso de um dialeto.(Soares, p. 77)


Gnerre (1985, p.7) declara a esse respeito: “Os cidadãos, apesar de declarados iguais perante a lei, são, na realidade, discriminados já na base do mesmo código em que a lei é redigida”. Isto ocorre pelo fato da maioria dos cidadãos não ter acesso ao código ou ter possibilidade reduzida de acesso como conseqüência da norma pedagógica utilizada pela escola.
A par disso, o processo histórico que legitima uma variedade é complexo, porém de profundo interesse para os que trabalham em educação e com a formação de professores. A variedade culta é sempre associada à escrita, à tradição gramatical, inventariada em dicionários, além de portadora de uma tradição cultural e de uma identidade nacional. No processo de legitimação deve ser ressaltada a criação de mitos de origem como aconteceu no caso da instituição da gramática das línguas românicas, visando justificar sua superioridade em relação a outras variedades da época. Além disso, a língua descrita pelos gramáticos tem como função impor uma norma à diversidade, guardando seu poder político e cultural.
Desta forma, entende-se os motivos que levaram o Marquês de Pombal a definir o português como língua oficial e nacional do Brasil por meio do Diretório de 3 de maio de 1757, primeiro para o Pará e o Maranhão e, em 1758, estendido a todo o Brasil. Estava, então, ameaçado o português, pois já vigorava a língua oficial da costa (o tupinambá) nas escolas dos jesuítas e outras línguas indígenas eram utilizadas na intercomunicação familiar. Só na Constituição de 1988 é que foi feita uma modificação na caracterização da língua portuguesa, passando esta a língua oficial o que permitiu, então, que os povos indígenas, que usam mais de 170 línguas diferentes, passassem a usá-las como língua de berço, podendo alfabetizar em sua própria língua.
Assim, se as palavras encerram crenças e valores codificados pela classe dominante, imobilizadas na variedade padrão, esta variedade torna-se um instrumento de poder, legitimado também pela escola que serve aos interesses de tal classe, seja de forma consciente ou não.
Se as pessoas envolvidas no processo educativo tivessem conhecimento da origem das instituições sociais e o significado e funções destas fossem explicitados em cursos de formação, não haveria, por exemplo, a perpetuação do ensino de uma gramática normativa fora da ideologia de sua instituição.
Abaixo, uma grande e triste verdade.
Gnerre (1985, p.16) acrescenta: “A começar do nível mais elementar de relações com o poder, a linguagem constitui o arame farpado mais poderoso para bloquear o acesso ao poder”.
Joyce Sanchotene

sexta-feira, 13 de março de 2009

Conhece Portshead?

Reviver a Mafalda

Selo presente






Recebi do Bypoesia http://bypoesia.blogspot.com
Regras:

1. Indicar e linkar a pessoa que te indicou.
2. Postar as regras do selo/meme em seu Blog.
3. Indicar 3 festas ou baladas que te deram orgulho de ter participado.

Baladas:

1ª. Apresentação Do Luciano Pavarotti em Curitiba
2ª. Show do Paul Mcartney em Curitiba
3ª. Show do Pear Jam em Curitiba

Recomendo:


Repasso:
Luz de Luma
Bala Salgada
Lobo Reporter

terça-feira, 10 de março de 2009

Leila Dinis: a desbravadora




Leila Diniz
Ainda em tempo, trago uma dica de livro de uma mulher da qual muito ouvi falar e, mais tarde,pude assistiraos filmes dos quais participou. Até hoje tenho uma forte impressão pela desbravadora que foi.


Uma revolução na praia
Joaquim Ferreira dos Santos

Descrição

A história da mulher brasileira não pode ser escrita sem um capítulo inteiro dedicado a Leila Diniz (1945-72). Filha de um líder do Partido Comunista, ela foi protagonista da primeira produção de novela da Globo, em 1965; participou no cinema das comédias de Domingos Oliveira e dos filmes experimentais de Nelson Pereira dos Santos, no ciclo do desbunde. No teatro, estava na revista tropicalista Tem banana na banda. Leila teve um currículo de realizações artísticas expressivas em sua curta trajetória de 27 anos, mas nada se compara à contribuição que deixou para a história do comportamento feminino. Com sua espontaneidade e alegria, convicta na dedicação de se mover apenas pelo prazer e pela liberdade, ela ajudou a traçar um novo papel para a mulher na sociedade brasileira. Sempre sem discurso, sem palavras de ordem, sem colocar o homem como inimigo do projeto. É nesse contexto, de uma autêntica revolucionária, sobrevivente também de uma infância dramática, que o jornalista Joaquim Ferreira dos Santos apresenta a biografia da atriz, em um novo lançamento da coleção Perfis Brasileiros, coordenada por Elio Gaspari e Lilia M. Schwarcz. Desde a adolescência, em que Leila perambula pelos bares de Copacabana e Ipanema, até os dias em que foi julgada, num programa de TV, e condenada como nociva à sociedade, o autor conta as grandes passagens da vida da atriz. Na célebre entrevista concedida ao Pasquim (1969), figura de toalha amarrada na cabeça, escandalizando a sociedade e o governo militar por seus inúmeros palavrões e suas posições avançadas sobre sexo e comportamento. Em 1971, grávida, mostra a barriga na praia, mudando a moda e os modos. No teatro rebolado, vestia-se de vedete, maiô cheio de plumas. Abandonada pelas feministas, tachada de alienada pela esquerda e de vagabunda pela direita, Leila foi afastada da TV Globo, porque no entender da autora Janete Clair não havia papel de prostituta nas novelas seguintes. Sem trabalho, aceitou o convite para participar de um festival de cinema na Austrália. Na volta, morreu num acidente de avião, deixando uma filha de sete meses e o Brasil de luto. Um extenso caderno de fotos, e uma cronologia com os principais acontecimentos no Brasil e no mundo, mostram tudo sobre a "moça que", nas palavras de Carlos Drummond de Andrade, "sem discurso nem requerimento soltou as mulheres de vinte anos presas ao tronco de uma especial escravidão".
Detalhes
Título: Leila Diniz
Subtítulo: Uma revolução na praia
Autor: Joaquim Ferreira dos Santos
Editora: Companhia das Letras
Texto e foto extraidos de folhaonline

sexta-feira, 6 de março de 2009

selo presente









Recebi o selo acima da Luka e repasso aos blogs:



# Bala Salgada
# Bem Legaus!
blog da biabnac http://www.gifsdabac.blogspot.com
# Blog de Francisco Castro
# Blog do Catarino
# Canto dos Gatos
# Blog do Monthiel
# Brasileiros em Londres
# Blog do Professor Luis
# Blog do Ricky - Sem mais De...

Sigam os procedimentos usuais e não esaqueçam de colocar o link de quem ganhou o selo.

terça-feira, 3 de março de 2009

Livro infantil para download


Um livro da premiada escritora de livros infantis Ruth Rocha pode ser achado no blog Sótão das ideias:
sotaodasideias.blogspot.com

domingo, 1 de março de 2009

Poema com enya

Dicionário inFormal

O dicionário de português gratuito para internet, onde as palavras são definidas pelos usuários. Uma iniciativa de documentar on-line a evolução do português.
Não deixe as palavras passarem em branco, participe definindo o seu português!


http://www.dicionarioinformal.com.br/

Blog Ebooks Grátis
(http://www.gutenberg.org/

ANGÚSTIA

As minhas angústias
São amargas
Como o polém...
Elas vivem negras
E tem gosto de açúcar.
As minhas angústias
adormecem somente minhas.
Não navegam como o céu
Azul... turquesa, visto
Com outros olhos...
Detalhes de uma vida.
Vida apenas vista, enquanto
e padeço
Num sótão de alegrias
Mortas.

Um dia triste - 03/04/00 Xandy Britto

Dica de livros

Links legais

http://blogs.abril.com.br/agora

http://www.louvre.fr

http://marketinaweb.blogspot.com/

http://thirinhas.wordpress.com/

http://xandybritto.blogspot.com/

http://sandra-acasaenossa.blogspot.com

http://contoscantoseencantos.blogspot.com/

http://www.concursosliterarios.com.br

http://www.cbl.org.br/jabuti

http://www.ateliermeow.com

http://www.ultrapassandobarreiras.blogspot.com

http://escuteseusolhos.blogspot.com

http://www.neostesia.com

http://informlegal.blogspot.com/


http://marketing-na-web.blogspot.com

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